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  www.engenharia-software.com Nº12
Engenharia de Software Abril 2006  
 
Racionalização das Aplicações


As organizações de TI que fracassarem na racionalização dos seus portfólios aplicacionais, estarão a perder uma oportunidade para reduzir custos de manutenção, simplificar a sua base de tecnologia e o portfólio de aplicações, e fazer o trabalho de base que lhes permita decidir o destino das aplicações existentes (deixando as coisas como estão, modernizar, eliminar, ou substituir).

A boa notícia é que existem bastantes ferramentas e técnicas para auxiliar as organizações na medição, monitorização, decisão e modernização das aplicações. No entanto, este grande número de opções coloca o problema do equilíbrio. O excesso de dependência face a uma ferramenta ou técnica poderá resultar em resultados menos bons.

 
   
   

Escolha de uma Ferramenta
de Gestão de Requisitos


Os requisitos devem ser o aspecto mais crítico do ciclo de desenvolvimento de software. Segundo alguns estudos, o índice de fracasso dos projectos nos Estados Unidos é superior a 60 por cento. A pobreza dos requisitos é apontada como uma das cinco principais razões para esses fracassos. Os estudos também têm constatado uma elevada percentagem de projectos que excedem os prazos. Em 80 por cento dos casos, isto deve-se à instabilidade dos requisitos.

 

 
   
 

Desenvolvimento Iterativo: a Perspectiva da Gestão


Este artigo fecha o ciclo de três textos sobre desenvolvimento iterativo, abordando cada um deles uma perspectiva diferente (a perspectiva de quem desenvolve, e a perspectiva do cliente). Estes dois artigos foram publicados nas edições de Fevereiro e Março de 2006 da newsletter Engenharia de Software. Segue-se agora a perspectiva da gestão. Ou seja, neste texto vamos abordar os efeitos do desenvolvimento iterativo e incremental nas equipas de gestão de projectos.

Depois de termos o negócio e as equipas de desenvolvimento a trabalhar de forma colaborativa numa série de iterações partilhadas e com o enfoque na disponibilização de valor de negócio, é necessário considerar a perspectiva da gestão e a razão porque é importante. Em primeiro lugar, imagine um projecto de desenvolvimento de software sem qualquer orientação de gestão. Provavelmente até já trabalhou em algum.

Esses projectos sofrem normalmente de falta de direcção a médio/longo prazo e o progresso assemelha-se a um caminho aleatório, com poucos membros da equipa a saberem para onde estão a avançar. Sem o mapeamento das iterações, fica-se com uma ideia muito vaga sobre quando o projecto será terminado, quais os recursos que serão necessários para a sua realização, ou quando esses recursos serão necessários. Sem estimativas que ajudem a calcular o custo do projecto, é difícil fazer com que o cliente e o sponsor se comprometam com os recursos para a totalidade do projecto. Além disso, haverá pouca informação para informar sobre o progresso do projecto relativamente ao objectivo de disponibilizar uma solução.

É tentador cair na armadilha idealista de pensar que quando uma equipa está comprometida com um objectivo, a mesma irá organizar-se automaticamente e cumprir todos os seus compromissos para com a organização, bem como disponibilizar software de alta qualidade de forma rápida e eficaz. Na realidade, até mesmo as melhores equipas precisam de alguma supervisão para assegurar que o trabalho do dia a dia está a evoluir para um objectivo de mais longo prazo. É exactamente esta a tarefa da gestão: agrupar a equipa que possa realizar o trabalho. .
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Periodicidade: Mensal
Editor:
Leonel Miranda
Mail: newsletterTIM@engenharia-software.com


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