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Este
artigo fecha o ciclo de três textos sobre desenvolvimento
iterativo, abordando cada um deles uma perspectiva diferente
(a perspectiva de quem desenvolve, e a perspectiva do
cliente). Estes dois artigos foram publicados nas edições
de Fevereiro e Março de 2006 da newsletter Engenharia
de Software. Segue-se agora a perspectiva da gestão.
Ou seja, neste texto vamos abordar os efeitos do desenvolvimento
iterativo e incremental nas equipas de gestão de projectos.
Depois de termos o
negócio e as equipas de desenvolvimento a trabalhar
de forma colaborativa numa série de iterações partilhadas
e com o enfoque na disponibilização de valor de negócio,
é necessário considerar a perspectiva da gestão e a
razão porque é importante. Em primeiro lugar, imagine
um projecto de desenvolvimento de software sem qualquer
orientação de gestão. Provavelmente até já trabalhou
em algum.
Esses projectos sofrem
normalmente de falta de direcção a médio/longo prazo
e o progresso assemelha-se a um caminho aleatório, com
poucos membros da equipa a saberem para onde estão a
avançar. Sem o mapeamento das iterações, fica-se com
uma ideia muito vaga sobre quando o projecto será terminado,
quais os recursos que serão necessários para a sua realização,
ou quando esses recursos serão necessários. Sem estimativas
que ajudem a calcular o custo do projecto, é difícil
fazer com que o cliente e o sponsor se comprometam com
os recursos para a totalidade do projecto. Além disso,
haverá pouca informação para informar sobre o progresso
do projecto relativamente ao objectivo de disponibilizar
uma solução.
É tentador cair na
armadilha idealista de pensar que quando uma equipa
está comprometida com um objectivo, a mesma irá organizar-se
automaticamente e cumprir todos os seus compromissos
para com a organização, bem como disponibilizar software
de alta qualidade de forma rápida e eficaz. Na realidade,
até mesmo as melhores equipas precisam de alguma supervisão
para assegurar que o trabalho do dia a dia está a evoluir
para um objectivo de mais longo prazo. É exactamente
esta a tarefa da gestão: agrupar a equipa que possa
realizar o trabalho. .
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