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  www.engenharia-software.com Nº8
Engenharia de Software Dezembro 2005  
 
Os Casos de Uso não São "Funções"?


Um grande número de pessoas perde-se logo no início com os casos de uso. Talvez seja devido à similaridade entre os diagramas de casos de uso e os diagramas de fluxos de dados, o que leva as pessoas a definirem casos de uso que são simplesmente funções ou itens de menu. Seja qual for a razão, é notavelmente o erro mais comum que é cometido pelos menos experientes.

 
   
   

Analisar e Acordar o Problema Apresentado pelo Cliente


A gestão de requisitos trata dois espaços distintos: o espaço do problema e o espaço da solução. No primeiro não estamos preocupados em definir requisitos (condições ou capacidades acordadas com o cliente e que o software/solução deverá cumprir) para uma solução, mas sim em compreender o problema real e as necessidades dos stakeholders. No segundo estamos focalizados no desenvolvimento dos requisitos da solução.

 
   
 

Boas Práticas em Casos de Uso - Parte I


Os analistas têm a tarefa crucial de definir os requisitos para o software a criar ou a adquirir. Essa tarefa é crucial por várias razões. Se as equipas de software não definirem requisitos excelentes, os projectos terão que enfrentar vários problemas, incluindo défices de qualidade, dificuldades em cumprir a calendarização, expansão excessiva dos requisitos de utilizador e, finalmente, insatisfação do cliente.

Os custos financeiros são enormes. Dependendo dos estudos, os projectos de software normais gastam cerca de um terço do seu orçamento global a corrigir erros que tiveram origem nos requisitos. Independentemente de estarmos a definir requisitos para software novo, para software que irá ser comprado, ou para software existente destinado a ser melhorado ou mantido, é fácil perceber a razão porque uma boa compreensão dos requisitos é um dos aspectos mais importantes para o sucesso dos projectos.

Por outro lado, o trabalho que se tem com a definição de requisitos de alta qualidade é crucial para todos os stakeholders do projecto (clientes, utilizadores finais, especialistas em desenvolvimento, especialistas de testes e gestores). Os vários anos de experiência na definição de requisitos levaram ao desenvolvimento de várias técnicas e modelos destinados a auxiliar este processo.

Entre os modelos, um dos mais conhecidos é o use case (caso de uso), pelo que é sobre ele que fala este texto. Quem tem experiência com casos de uso, sabe como são essenciais para o suporte de muitas das actividades dos projectos, pelo que o seu objectivo será melhorar a modelação de casos de uso para poupar tempo e energia. Contrariamente, quem não tem experiência com os casos de uso, o mais provável é querer dispor de uma base de boas práticas para começar. O objectivo deste artigo é fornecer um aconselhamento prático aos modeladores de casos de uso, tanto aos mais experientes, como aos que estão a dar os primeiros passos nesta área.
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Periodicidade: Mensal
Editor:
Leonel Miranda
Mail: newsletterTIM@engenharia-software.com
Site: www.engenharia-software.com


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