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Neste
mês publicamos a segunda parte do artigo sobre boas
práticas em casos de uso. A primeira parte foi publicada
no mês passado (Dezembro de 2005). Esta segunda parte
apresenta sete dicas para a escrita de casos de uso
bem sucedidos.
Dica 1. Desenvolva
os seus casos de uso iterativamente
Os casos de uso evoluem
e mudam em termos de formato e grau complexidade à medida
que avançamos no projecto. Durante a fase de Início,
não se deixe cair na "paralisia da análise", tentando
definir os seus casos de uso com grande detalhe. No
início dos projectos, os casos de uso devem ser leves
e informais, disponibilizando a nós mesmos e aos nossos
clientes apenas a informação suficiente para compreender
a sua abrangência global, complexidade e prioridade.
Durante a fase de
Início, podem-se demorar minutos ou horas para definir
um único caso de uso, dependendo da sua complexidade
e dos conhecimentos das pessoas que realizam esse trabalho.
Para prosseguir com o projecto, podemos protelar para
o futuro a decisão de como iremos encerrar cada caso
de uso. De igual modo, devemo-nos preocupar primeiro
com os casos de uso mais importantes. O fecho de um
caso de uso pode ser tão simples como a realização de
uma análise por parte do cliente ou de representantes
dos utilizadores e chegar-se a acordo sobre o caso de
uso. No entanto, também pode ser bastante complexo,
envolvendo a criação e a actualização de cenários que
sirvam de exemplo para garantir que o caso de uso os
abarca.
Durante a fase de
Elaboração, os casos de uso são o mecanismo central
para a redução do risco. Escolhem-se cenários com significado
arquitectural para servirem de base à construção de
um protótipo arquitectural, criando-se assim uma ou
mais fatias da aplicação. Também podemos optar por melhorar
os cenários de casos de uso que são menos claros e que,
por isso, colocam riscos especiais.
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